quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Professor da rede pública é preso com maconha, crack e revólver


Daniel Carlos Almeida, professor da rede pública de ensino, e Elber Sander de Souza foram presos na noite desta terça-feira (5) acusados de tráfico de drogas em Vicente Pires, região administrativa do DF. Eles caminhavam apressados na Rua 10 em atitude suspeita quando a polícia fez a abordagem. Um deles tentou fugir, mas não conseguiu.
À polícia, a dupla disse que estava indo ao depósito do Detran buscar uma moto. Mas os dois não apresentaram nenhuma documentação em relação a retirada da motocicleta.
Com eles, a polícia encontrou mais de um quilo de maconha, uma pedra de crack, um revolver calibre 38 e R$ 700 em dinheiro. A arma estava escondida em uma sacola. De acordo com a polícia, eles negaram ser responsáveis pelos objetos.
Na delegacia, o professor confessou que a droga seria revendida no Recanto das Emas e que o colega era traficante. A polícia foi até o apartamento de Elber Sander em Vicente Pires e lá encontrou mais drogas e um colete a prova de balas que passará por perícia.
Os dois suspeitos já tinha passagem na polícia. Elber Sander responde processo por tráfico e o professor Daniel Carlos Almeida por uso de drogas. Ambos vão responder por tráfico e porte de arma de fogo.
De acordo com dados levantados pelo QEdu: Aprendizado em Foco, uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann., organização sem fins lucrativos voltada para educação, pouco mais de um terço (35%) das escolas públicas brasileiras tem tráfico de drogas nas proximidades. Separados os estados e o Distrito Federal, a proporção sobe. No DF, mais da metade dos estabelecimentos (53,2%), a maior proporção do País, registram a ocorrência de venda e compra de drogas nas redondezas. Nenhum estado está livre. A menor ocorrência é no Piauí, com 15,3% das escolas.
A pesquisa se baseou nas respostas dos questionários socioeconômicos da Prova Brasil 2011, aplicada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), divulgada em agosto do ano passado. A questão sobre o tráfico nas proximidades das escolas foi respondida por 54,5 mil diretores das escolas públicas. Deles, 18,9 mil apontaram a existência da atividade. A situação, de acordo com especialistas, é preocupante e está associada diretamente à violência e à precariedade que cercam muitos centros de ensino do país, além de contribuir para que os alunos deixem de estudar.
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Fonte: iguatu.Net

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